Um barco se despede no meu leito
Anseia uma onda que arrebente
Um gole de café forte
Uma marca de unha, de dente.
Cantam as águas bravias, seduzem,
Iaras se despem
nas pedras lisas do tempo.
Um canto de nada, de imensidão apenas,
e as horas que se rendem pelos braços.
Canções de manto
aquecem os pedaços
e conduzem os restos de uma embarcação.

Um comentário:

Cicinho Bonneges disse...

Nossa!! Viajei como se estivesse eu a bordo deste barco odisseus!!
bjs!!